Pecuarista Humberto de Freitas Tavares que utiliza genética IZ. Tavares falou da importância dos touros do IZ para o desempenho de seu rebanho em Goiás.
Egleu Mendes, da Embrapa Pantanal Matogrossense, discorre sobre a importância do Instituto de Zootecnia na avaliação do consumo alimentar residual e no pioneirismo da instituição na mensuração do CAR com o Sistema GrowSafe.
O lançamento do Sumário 2011, que reúne os touros e matrizes nelore dos rebanhos selecionados do Centro de Pesquisa em Pecuária de Corte, em Sertãozinho.
Nos fins dos anos 60, o prato do brasileiro passou por uma transformação. Pesquisadores do Instituto Agronômico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo criaram o feijão carioca – o IAC-Carioca, edificando as bases da modernidade dessa lavoura alimentar fundamental e estratégica para a população. Por isso, é relevante a reflexão sobre a mudança estrutural na produção brasileira de feijão de cores – o mais consumido nacionalmente -, mostrando como a base técnica desenvolvida inicialmente pela pesquisa pública paulista, que mais tarde recebeu a contribuições de outras instituições públicas nacionais.
A criação da variedade Carioca gerou um processo de especialização regional na década de 1970 – condição essencial para a concretização de intenso progresso técnico - e ganhou contornos nacionais nos anos 1980 em diante, com o processo de estruturação da complementaridade de safras com várias regiões em distintas unidades da federação brasileira. Isto permitiu atender à preferência do consumidor por consumir feijão novo a todo o tempo.
Os resultados da pesquisa foram decisivos para incorporar o feijão no rol das culturas com dinamismo tecnológico, propiciando a modernização produtiva com incorporação de insumos (fertilizantes e agroquímicos) e máquinas. Com isso, elevou-se a produtividade dessa lavoura não apenas no Sudoeste Paulista, como também noutras regiões brasileiras que empreenderam processos similares nos anos 1980 em diante. Essa mudança estrutural não se limitou à mera inovação produtiva, mas criou um novo produtor de feijão moderno e plenamente inserido na dinâmica econômica em transformação. Assim, esse segmento tornou-se cada vez mais o responsável pela maior parcela do abastecimento nacional.
Da ótica do consumidor, ocorreu uma profunda redução dos preços, pois paulistanos, bem como os de outros centros urbanos brasileiros, foram beneficiados com a significativa redução dos preços, uma vez que os praticados no início da década de 1970 (R$ 4,87/kg) eram, em valores constantes, três vezes maiores que os de 2005 (R$ 1,58/kg). Além disso, a redução significativa das amplitudes sazonais de preços e a colheita de feijão em vários períodos do ano e em diversas regiões geraram uma complementaridade de oferta que permitiu ao consumidor a plena satisfação de suas preferências, obtendo feijão novo bom e barato durante todo o tempo. Trata-se de relevante contribuição para a segurança alimentar dos brasileiros.