Programas

5 de out. de 2009

Cosumo de café (Celso Vegro)



Sou  pesquisador do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (IEA), vou conduzir as discussões aqui no blog, respondendo aos posts ligados ao agronegócio café. Quem tiver dúvidas, comentários, críticas ou sugestões a fazer, fique a vontade.



Abs,
Celso Vegro

17 comentários:

Caro,Celso!

Achei show essa abertura para discutirmos sobre o consumo de café.

Sou estudante de Agronomia da Esalq e meu pai é cafeicultir a preocupação que tenho são os prejuiços que alguns cafeicultores estão tendo no Estado de Sao Paulo em especial na região oeste a que deve este fato? E qual o impacto que isso traz para a balança comercial do café?

Reintero aqui a oportunidade de participar desse tema e pela iniciativa, acho que desta forma fica mais fácil de interagir,pois acredito que outras pessoas tenham dúvidas e isso pode ser compartilhado.

Grato,
Rosbaudo

Sou produtor de café no Estado de Minas Gerais.

Gostaria de tirar uma dúvida, você acha que a falta de consumo por parte dos brasileiros no consumo de café deve-se por falta de divulgação da cadeia e tambem a falta de investimentos publicitários no Brasil para estimular o consumo do produto interno.

Inté,
Jorge

Celso,

Saudações Cafeeiras.....

Passados mais de cinco anos dos estudos que você coordenou sobre consumo de café espresso e consumo fora do lar, questiono:
- O que mudou de lá pra cá?
- O que esperar para o futuro próximo?
- Quais as novas fronteira do consumo de café?

Nos encontramos, presencialmente, no Simpósio de Cafeicultura Familiar....

Um abraço,

Sérgio

Boa Tarde,

Gostaria de parabenizar a todos que tornaram viavel mais este canal de troca de conhecimentos em especial aquele que faz a abertura Dr. Celso Vegro.

Queria aproveitar para "cobrar" o seu comentário mensal sobre a cafeicultura, não consegui encntrar o deste mês, onde o encontro, acaso teria se perdido nos escaninhos da internet, ou prefiriu ficar momentaneamente mudo diante da profusão de opiniões ?

Abraços cafeeiros
Julio Vaccari

Caro Celso,

Parabéns pela iniciativa, acompanharemos com grande interesse este novo canal de comunicação aberto pela Secretaria de Agricultura.

Existe sempre o desejo de "impor" uma vontade ao consumidor. Será que é tão difícil compreender que quem dá a palavra final é o consumidor?

Um forte abraço!

Paulo Henrique Leme
P&A Marketing Internacional

Prezado Rosbaudo (será que é esse mesmo seu nome)
Veja, a cafeicultura do oeste paulista é das mais estressadas nesses tempos de aquecimento global. A baixa produtidade, o ataque de nematoides e outras dificuldades com o manejo tem expulsado a cultura de amplas faixas do oeste paulista. Isso não quer dizer que não existam alternativas. Atualmente, o programa de melhoramento do robusta do IAC já possui clones muito interessantes para o cultivo nessa região. Fique atento às inovações e introduza aos poucos esses novos materiais que pode haver ai uma saída para os cafeicultores de araábica do oeste paulista.
Boa sorte com o curso e com a lavoura.
Celso Vegro

Prezado Jorge
Temos outro cafeicultor por aqui. Formidável.
VEja, exite todo um empenho institucional em valorizar a bebida (o café), junto aos apreciadores brasileiros. Se não me engano a verba publicitária para o marketing da bebida é de R$ 30 milhões ao ano. Para quem não fazia nada podemos considerar um grande avanço. Fique atento aos comerciais que com certeza você irá se deparar com algum deles já produzidos por esse política pública.
Afora isso, são patrocinados eventos como foi o Panamericano do RJ e outras iniciativas como o Museu do Café de Santos. Enfim, estamos no começo e logo outras coisas apareceram.
Sorte com a lavoura.
Celso Vegro

Prezado Júlio Vaccari
Quer dizer que já está assim. Não passa o mês sem que tenha um artigo meu para apreciar. Que bom saber que o fã clube existe de fato.
Brincadeira a parte, ainda hoje mandei o artigo para o cafepoint. Penso que amanhã estará no ar.
Abçs
Celso Vegro

Grande Sérgio Parreiras

Muito sábios questionamentos. Veja, o que posso lhe transmitir são algumas impressões, mas que são colhidas por quem possui um faro muito desenvolvido para o tema.
Não houve propriamente uma mudança no consumo do expresso fora do lar, mas sim um refortalecimento das tendências antes delineadas. A entrada da Starbucks no mercado e o êxito em termos de faturamento de suas lojas demonstra que o fenômeno realmente está ainda bastante robusto não somente na cidade de São Paulo, como também nas grandes metropoles brasileiras. Acredido que em breve (menos de 10 anos) a maior parte do consumo de café ocorrerá fora do lar com participação majoritária da geração teen.
O que devemos esperar é um aprofundamento das tendências de segmentação e diversificação das linhas de produtos. Cada vez será mais comum encontrar café destinados a perfis muito focalizados de clientes. As compras serão norteadas por valores pessoais (orgâncios, fair trade, sustentáveis) e por exigências nutricionais (baixa cafeina), ou atributos de alta gastronomia (doçura natural). Penso que tais aspectos pautaram o mercado de café do futuro.
Falando de consumo da bebida penso que uma fronteira que poderá ser rompida é a participação das máquinas de expresso em âmbito do lar, tal qual são atualmente as tvs lcd e plama. Quando as máquinas domésticas se converterem em objeto de desejo, penso que o mercado passará por grande virada.
Espero ter contemplado suas demandas.
Força..
Celso Vegro

PH
Grato pelo prestígio.
O discurso sobre o mando do consumidor tem vieses. Há momentos que o assunto é lembrado para sufragar interesses privados e noutras horas escondido para sufragar outros interesses privados. Em tempos de esforço de indicações geográficas para os produtos agrícolas é inaceitável que se prive o consumidor de informações que o municiem sobre a curiosidade natural em saber o que se está consumindo.
Um grande abraço.
Celso Vegro

Amigos do café
A mídia tem sido mobilizada para demarcar que o período de declínio econômico já ficou para trás. Todavia, análises mais técnicas como a do FMI e do Banco Mundial mantém o tom das preocupações quanto ao futuro do crescimento econômico, especialmente no que diz respeito a evolução do emprego. As possibilidades que o endividamento das famílias e empresas associado ao desemprego podem desencadear processos deflacionários que sepultariam qualquer possibilidade de retomada sustentável do crescimento. Esse cenário é tão ou mais plausível que aqueles que se situam no campo do otimismo com a superação da crise. Ambos cenários têm implicações relevantes para o consumo de café e o segmento precisa estar alertado para as consequencias desse ou aquele desdobramento. Esse é o debate que ainda não foi feito com a perspicácia necessária e as políticas públicas deveriam antes de serem implementadas, em alguma medida, levarem em consideração os cenários para o mercado.

O cenário econômico dos próximos anos, otimista ou pessimsita, parece que pouco esta afetando o atual investimento em melhoria de produtividade e aréa plantada de café no mundo.

Deveria trazer mesmo com um cenário otimista muita preocupação ao cafeicultor brasileiro, que não tem em suas mãos o poder de controle sobre essa expansão nem aqui e nem nos demais paises.

Por se o café uma cultura perene, merece um aprofundamento no estudo deste expansionismo quase desenfreado que experimentamos nos ultimos anos e que pode, ou vai, aarruinar uma parte da cafeicultura que apresenta maior custo de produção esteja ela onde estiver.

Abraços

Julio Vaccari

A rotulagem(a palavra mais encontrada estes dias em qualquer site ligado ao negócio café do Brasil)esta incompreendida, ja foi jogada nas barras dos tribunais, foi chamada de segredo industrial, foi chamada de deturpadora da ordem , enfim, chutada para tudo que é lado. Todos neste negócio sabem que sua majestade o consumidor(99%) nada entende do café a não ser que alguem do meio vá lá e explique(marketing). Ninguem toma uma garrafa de R$ 1.000,00 de vinho e outra de R$ 100,00 e sente diferença se não tiver alguem para "educar"(explicar) as 378 nuances(gostos, retrogostos, amendoas, madeiras, etc, etc, e tudo que não lembre uva) que separam as duas.

O negócio é que o "cara" vai la explicar defendendo algo que é interessante para a industia com credenciais estupendas(marketing).

E quem é esse "cara" ?
Esse "cara" é o elo do industrial com o consumidor.

Porque o industrial e não o cafeicultor ?
Porque o cafeicultor não tem um canal de ligação com o consumidor para colocar um "cara" para influencia-lo segundo seus interesses. E nem tem dinheiro para isso, custa caro, muito caro, conversar com o consumidor e influencia-lo.

O "mando" do consumidor é portanto ditado por influências(marketing) diversas, nenhuma delas ditadas pelo cafeicultor.

Como mudar isso?
Sei lá, se o cafeicultor não tem dinheiro para tocar a lavoura, como quer infuenciar o consumidor.

A respeito do vinho só para deixar registrado se voce quiser tomar algum muito bom procure um que tenha gosto de tudo quanto é vegetal, menos gosto de uva ou algo parecido com uva, por exemplo vinho, hehehe

Acho que com o café os "caras" estão fazendo o mesmo, e não é que tem gente achando gosto de pessego, amora, amendoa, uvaia, goiaba, frutas vermelhas e outras coisas mais, tai talvez seja por isso que não querem a rotulagem, hehehe


Saudações Cafeeiras
Julio Vaccari

Desculpa ai Celso se polui o BLOG

Prezado Julio Vaccari
Suas postagens tratam de temas diferentes. Então vamos por partes:
1 - quanto a expansão da lavoura, creio que o fenômeno é muito mais intenso nos países concorrentes que no Brasil do real sobrevalorizado. Se você tiver a oportunidade compare a paridade dólar das moedas dos principais países concorrentes do Brasil e você verá a divergência de movimentos. No Vietnã por exemplo a moeda se desvalorizou mais que o dólar. Imagine o que os produtores de lá estão a ganhar e invertir em ca´fé.
Quanto a rotulagem, foi tema de meu último artigo que você pode encontrar no cafepoit.com.br.
Grato pelo prestígio.
Celso Vegro

Temos acompanhado diariamente, realmente é extremamente preocupante o expansionismo da cafeicultura em paises asiaticos e agora também na Africa


06-10-09 - Currency Rates Of Coffee Producing, Consuming Countries


Current Prior
Producers
Angola (Readj Kwanza) AOA 77.805 77.806
Bolivia (Boliviano) BOB 7.02 7.02
Brazil (Real) BRL 1.7598 1.7818
Burundi (Franc) BIF 1240 1240
Central African States XAF 445.755 448.285
Central Bank of West AfriXOF 445.755 448.285
Colombia (Peso) COP 1928.4 1918
Costa Rica (Colon) CRC 582.7 585.5
Cuba (Peso) CUP 1 1
Dominican Rep (Peso) DOP 36.2 36.15
Ecuador (USD) USD 1 1
El Salvador (Colon) SVC 8.7475 8.7475
Ethiopia (Birr) ETB 12.605 12.605
Guatemala (Quetzal) GTQ 8.3235 8.3115
Guinea Rep (Franc) GNF 5025 5025
Haiti (Gourde) HTG 39.75 39.75
Honduras Rep (Lempira) HNL 18.895 18.895
India (Rupee) INR 47.12 47.53125
Indonesia (Rupiah) IDR 9435 9552.5
Kenya (Shilling) KES 75.325 75.65
Malawi (Kwacha) MWK 140.605 140.6058
Mexico (Peso) MXN 13.5688 13.6281
Nicaragua (Cordoba Oro) NIO 19.9713 19.9713
Papua New Guinea (Kina) PGK 0.37535 0.3755
Peru (Nuevo Sol) PEN 2.8765 2.8765
Philippines (Peso) PHP 46.5675 46.71
Venezuela (Bolivar) VEB 2147.3 2147.3
Vietnam (Dong) VND 17842 17844.5
Zambia (Kwacha) ZMK 4680 4730
Zimbabwe (Dollar) ZWD 363.4 363.4

Consumers
Denmark (Krone) DKK 5.05835 5.0876
European Union (Euro) EUR 1.47155 1.46325
Japan (Yen) JPY 89.21 89.835
Norway (Krone) NOK 5.7108 5.7737
Sweden (Krona) SEK 6.9749 7.0373
Switzerland (Franc) CHF 1.02715 1.03265

PAVAN
O QUE FALTA REALMENTE É QUE O CREDITO CHEGUE ATÉ O PRODUTOR RURAL COM MEMOS BUROCRACIA E EM TEMPO ABIL, PÇOLITICA DE PREÇOS MINIMOS QUE REALMENTE FUNCIONE............( A PROPOSITO AGUARDAMOS O PREÇO MINIMO DO TRIGO QUE NOS FORA PROMETIDO E NADA )))))))))) CONTINUAMOS AMARGANDO PREJUIZOS E NOS OBRIGANDO A MALABARIS COM O BANCO

Prezado Júlio
Sua postagem é esclarecedora. Parabéns
Celso Vegro

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